quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Chegou a Hora do Baile Municipal


Elba Ramalho está entre as atrações do Baile Municipal



O carnaval já toma conta da cidade e não tem quem resista aos acordes do frevo. Nos quatro cantos do estado às prévias fazem a alegria dos foliões.

Próximo sábado (14.02) acontece, no Chevrolet Hall, o Baile Municipal do Recife. A festa, que abre oficialmente o Carnaval da cidade, tem uma extensa programação. Promete muitas horas de folia ao som do legítimo frevo pernambucano, maracatu e ciranda, além dos tradicionais Concursos de Fantasias e de Rei e Rainha do Baile. Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, Spok Frevo Orquestra, Alceu Valença Elba Ramalho são algumas das atrações da noite.


A festa ainda conta com a premiação dos foliões mais criativos nas cabines Click Fantasia Premiada e votação popular em seis urnas eletrônicas para a escolha da realeza da prévia.






Éneas Freire recebe justa homenagem




O tradicional baile homenageia o criador do Galo da Madrugada Enéas Freire, o artista plástico Cícero Dias e o compositor caruaruense Carlos Fernando, personalidades que serão lembradas durante toda folia momesca.


FREVO - A abertura da folia é responsabilidade da irreverente Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, comandada com muita energia pelo Maestro Forró. Esta será a primeira vez que a OPBH participa do Baile Municipal. O show confirma o bom momento do grupo, que lança seu DVD ao vivo, Jorrando cultura. No repertório dos shows, estão “Frevando em Paris”, “Luanda D´agora” e “Maracatu Sambar”. A orquestra acompanha também os shows de Claudionor Germano e Nonô Germano.



Em seguida, é a SpokFrevo Orquestra que continua com o ritmo acelerado, animando os foliões. Na seleção musical, estão “Clube da Farra”, em homenagem ao compositor Carlos Fernando, e “Frevo do Galo”, em reverência a Enéas Freire, criador do Galo da Madrugada. No show, a SpokFrevo Orquestra recebe Alceu Valença que promete agitar o salão com uma série de sucessos como “Bicho Maluco Beleza”, “Diabo Louro”, “Bom Demais”, “Voltei Recife” e “Morena Tropicana”, além de pout pourri de cirandas e maracatus.


Depois, é a vez da voz de Elba Ramalho, que canta os hits “Quero Mais”, “Banho de Cheiro”, “Frevo Mulher”, entre outros. Elba também lembra clássicos do frevo como “Evocação nº 1”, “Turbilhão”, “Bandeira Branca” e “Máscara Negra”. O intérprete Geraldo Maia também empresta sua voz a SpokFrevo Orquestra, cantando “Amanhecer”, “Anjo Avesso” e “Aquela Rosa”.


O show continua com os cantores André Rio, Nena Queiroga, Almir Rouche, Gustavo Travassos e Marrom Brasileiro, que se revezam nos vocais, com momentos de solos, duetos e com a turma toda reunida, até o “varar” a madrugada.




SERVIÇO:

45º Baile Municipal do Recife
Quando: 14 de fevereiro, sábado, a partir das 19h
Onde: Chevrolet Hall
Av. Agamenon Magalhães, s/n,
Complexo Salgadinho
Olinda - PE
Ingressos: R$ 30 (preço único)
Informações: 3423.6990 3423.6145 3427-7500.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

NUTRIÇÃO E SAÚDE

O PODER DAS FRUTAS

Com certeza, desde criança você ouve que comer frutas faz bem à saúde. e não se trata apenas de conselho de médicos exigentes ou pais superprotetores. a verdade é que são fonte de vitaminas indispensáveis à conservação humana e essenciais para uma vida saudável.

Uva
A uva é uma fruta com muitas propriedades medicinais, contém glucose, ferro, potássio, vitaminas (A, B1, B2). Ela é uma fruta depurativa do sangue, mineralizante e alcalinizante, além disso, desintoxica o organismo. A uva ajuda a tratar de: cansaço, disfunções intestinais e digestivas, hemorragia uterina, doenças do estômago e problemas de circulação.

Morango
O morango é uma fruta indispensável para uma vida sadia, é rico em sais minerais e vitaminas. Ele tem ação alcalinizante, mineralizante e emoliente. O morango ajuda a tratar de: anemia, desnutrição, diabetes, diarréia, febre, gota, pressão alta, ácido úrico, reumatismo e cálculos nos rins.

Maracujá
A passiflorina é a substância responsável pela ação calmante do maracujá. Ele ajuda tratar de: ansiedade, depressão, estresse, histeria, inflamações da pele, insônia, pressão alta, reumatismo e tensão nervosa.


Melancia
Fruta altamente rica em água, é ótima para hidratar o organismo e eliminar toxinas. Além disso, a melancia é rica em potássio, sais minerais e vitamina A. Ela é conhecida como extraordinário poder diurético e refrescante, além de ser rica em Licopeno que reduz risco de câncer. A melancia ajuda a tratar de: febre, ácido úrico, retenção de líquidos, doenças da bexiga, cistite, hipertensão arterial e verminoses.

Melão
O melão é excelente para repor o potássio, necessário para o bom funcionamento do organismo, além de conter ácidos orgânicos, glicose, sais minerais e vitaminas (A e C)
O melão ajuda a tratar de: anemias, cansaço físico e mental, debilidade orgânica, eliminação de toxinas, intestino preguiçoso e pele seca

Laranja
A laranja é rica em vitaminas (A, B12, C), ferro, fósforo e cálcio. Ela é refrescante, diurética e depurativa do sangue. Além disso, a laranja favorece a secreção de suco gástrico, de bile e de todos os líquidos do tubo digestivo. A laranja ajuda a tratar de: anemia, febre, gripe, intestino preso, problemas digestivos e tensão nervosa.

Limão
O limão é rico em vitaminas (A, B1, C) e sais minerais. Além de o limão ajudar em gripes e resfriados, vale lembrar que ele tem várias aplicações terapêuticas. No limão é encontrado substâncias fotossensibilizantes, por isso, deve-se sempre lavar as mãos após o seu uso.
O limão ajuda a tratar de: problemas estomacais, aftas, feridas, tosses, unhas fracas, ácido úrico, pneumonia, enxaqueca, amigdalite, acne, enjôo, hipertensão arterial, estomatite, faringite e úlceras em geral.

Maçã
A maça tem muitas propriedades medicinais, entre elas, fósforo, sais minerais e vitaminas (A, B1, B2), ácidos, sódio e tanino, que atua como antiinflamatório e adstringente. A maçã ajuda a tratar de: eliminação de toxinas no sangue, pele cansada, desidratada e congestionada, problemas digestivos, proteção da mucosa, retenção de líquidos, reumatismo e tensão nervosa.

Mamão
O mamão foi consagrado pela sabedoria popular como um santo remédio para prisão de ventre. O mamão contém papaína, enzima que facilita a digestão. Quando o mamão é ingerido em jejum, é eficaz contra o diabete. O mamão ajuda a tratar de: doenças respiratórias, calos, feridas, prisão de ventre, problemas digestivos, anemia, verminoses e verruga.


Manga
A manga é altamente nutritiva, rica em fibras, proteínas, sais minerais e vitaminas (A, B, C)
Ela é depurativa do sangue e funciona como expectorante. A manga ajuda a tratar de: anemias, bronquites, distúrbios digestivos, desnutrição, gengivites, tosses e úlceras.

Goiaba
A goiaba é uma excelente fruta para a saúde, ela contém ferro, tanino, vitamina A e muita vitamina C. A goiaba promove o metabolismo das proteínas, e ajuda a prevenir a acidez e fermentação dos carboidratos durante a digestão.
A goiaba ajuda a tratar de: diarréias, excesso de ácido úrico, ferimentos diversos, gripes, resfriados e retenção de líquido.

Coco
A principal qualidade desse alimento é conter propriedades anticancerígenas. O magnésio contido no coco reforça os ossos e as cartilagens. Também age como adstringente nas hemorróidas.

Água de coco
Além do alívio do calor, a água de coco oferece vários benefícios à saúde, incluindo boas doses de proteínas, vitaminas e sais minerais. A água de coco é boa contra as rugas da pele, calmante, depurativo do sangue, debilidade orgânica, dores musculares e fadiga. Além disso, ela é excelente para o tratamento de todas as enfermidades da bexiga.

Banana
A banana é rica em potássio, sais minerais e vitaminas (A, B, B1, B2, C, E, H). O consumo da banana é muito indicado para atletas, porque estimula a produção de serotonina no cérebro.
As últimas pesquisas indicam que a banana previne derrame e é bom para a circulação.
A banana ajuda a tratar de: anemia, debilidade orgânica, fraqueza generalizada e diarréia

Abacaxi
O abacaxi é ótimo para repor as energias. Ele é um alimento com ácidos orgânicos, açúcares, cálcio, enzimas, ferro e vitaminas. Ele tem o poder de retirar as células mortas da pele, rejuvenescendo-a e por conseqüência disso é excelente nos processos de cicatrização. O abacaxi ajuda a tratar de: doenças respiratórias, melhora a aparência da pele, excesso de líquido no organismo, feridas, problemas digestivos e úlceras.

Acerola
A acerola é conhecida pela alta fonte de vitamina C e ferro. A vitamina C contida na acerola é ótima para o envelhecimento precoce e doenças decorrentes da ação dos radicais livres. A acerola ajuda tratar de: disenteria, febre, excesso de ácido úrico, gripes e resfriados.

Abacate
O abacate é um fruto bastante rico em substâncias gordurosa encontrada na polpa. Ele tem diversas aplicações medicinais, culinárias e cosméticas. As partes utilizadas do abacate são: folha, fruto e semente. O abacate ajuda a tratar de: contusões, dores de cabeça, dores reumáticas, bronquite, diarréia, pele seca, cabelo ressecado e na retenção da secreção biliar.

Serviço:
Ruth Lemos - Nutricionista
Contato: bemviver@tvclubepe.com.br

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

SAÚDE

CALVÍCIE FEMININA

É uma rarefação capilar difusa das áreas temporal, parietal e occipital, iniciando na linha média de repartição dos fios. Há a transformação de um pêlo terminal grosso em velus ( penugem ). É também conhecida como Alopecia Androgenética Feminina ou Padrão Feminino de Perda de cabelos.

Causas
A calvície feminina é tão comum quanto a masculina, porém menos severa e de uma apresentação clínica totalmente diferente. O início é gradual e após a puberdade, porém, com picos de aparecimento na idade entre 30 e 50 anos. Cerca de 25% das mulheres entre 25 e 40 anos e 50% das mulheres acima dos 40 anos, apresentam algum grau de calvície. Assim como na masculina, há também uma predisposição genética autossômica dominante, transmitida por ambos os pais, não somente pelo lado materno. Somente 20% dos casos têm história familiar positiva.

A causa é considerada multi-fatorial, sabendo-se que também ocorre a conversão da testosterona (hormônio masculino que também circula nas mulheres, porém em uma quantidade menor do que a dos homens) para DHT (D-hidrotestosterona), através da enzima 5 alfa redutase. Nas mulheres os andrógenos (hormônios masculinos) são produzidos nas glândulas supra-renais e nos ovários. As mulheres têm 3,5 vezes menos 5 alfa-redutase do que os homens, mas esta enzima também se encontra em maior concentração na região frontal, explicando o início da rarefação capilar neste local.

Na maioria das vezes, não se detectam aumentos hormonais masculinos na corrente sangüínea. O que ocorre é uma sensibilidade dos receptores celulares à DHT, desencadeando o processo de miniaturização dos fios, com diminuição do diâmetro e tamanho da haste dos fios e redução da fase de crescimento dos mesmos.

Os fatores desencadeantes podem ser: desordem hormonal, incluindo início ou interrupção de uso de anticoncepcional, pós-parto e período peri e pós menopausa.

Um outro tipo de alopecia encontrada, é a alopecia traumática, encontrada principalmente nas mulheres que realizam tratamentos químicos, como por exemplo, alisamentos, “rastafáris”, ou penteados que tracionem muito o cabelo. São mais fáceis de serem tratadas, pois com o tratamento adequado, tornam-se reversíveis.

Diagnóstico
Para um diagnóstico preciso da calvície feminina, sempre devemos afastar qualquer outra causa que gere uma queda abrupta de cabelos. As mais comuns são: anemia por deficiência de ferro, dieta alimentar restritiva, doenças da tireóide, alterações hormonais com aumento de hormônios masculinos, início ou interrupção do uso de anticoncepcionais orais, período pós-parto, uso de alguns medicamentos, pós cirúrgicos ou pós estresses. Para isso, a paciente deve ser submetida a uma detalhada história clínica, exame físico e exames laboratoriais. A paciente deve relatar detalhes, mesmo que os considere irrelevante, pois qualquer achado pode ser um diferencial no diagnóstico.

Ao exame clínico não é comum encontrarmos uma área totalmente calva ou entradas, como nos homens. A linha anterior dos cabelos ou a faixa anterior dos cabelos permanece em seu local original. Este fato se dá pela presença de uma enzima chamada aromatase que transforma a testosterona em estradiol (hormônio feminino) e a androstenediona, andrógeno presente em maior concentração na mulher, em estrona (hormônio feminino), protegendo os fios desta região de sofrerem o processo de miniaturização. As mulheres possuem uma concentração de aromatase 6 vezes maior do que os homens. Os hormônios femininos protegem as mulheres da calvície e é pela presença destes hormônios que a apresentação clínica das mulheres é tão diferente da dos homens.

A principal queixa das pacientes do sexo feminino é conseguir ver o couro cabeludo através dos fios de cabelo, quando se olham de frente no espelho. A calvície feminina é classificada em 3 tipos principais segundo Ludwig e em 8 tipos segundo Savin. A classificação é baseada na rarefação capilar que se inicia na linha de repartição dos cabelos e que evolui lateralmente acometendo toda a superfície superior do couro cabeludo.

Tratamento
Uma vez feito o diagnóstico, há 3 possibilidades de tratamento, de acordo com a indicação do médico especialista. O clínico, o cirúrgico, ou a associação de ambos.

O tratamento clínico consiste no uso contínuo de loções capilares, cápsulas de vitaminas específicas, medicamentos anti-hormônios masculinos (quando necessário); shampoo fortificante, e mais recentemente, o Laser de Baixa Potência. Face às fases do ciclo de crescimento dos cabelos, só estamos aptos a saber se o tratamento está ou não sendo eficaz, após um período mínimo de 6 a 8 meses.

O tratamento cirúrgico é a megassessão (maior número possível de fios transplantados em uma única cirurgia, dependendo da densidade e elasticidade da área doadora de cada paciente), especialidade da Clínica Dr. Fernando Basto.

Como pode ocorrer diminuição da densidade capilar também na região occipital, nem sempre as pacientes femininas têm indicação para o transplante de cabelos, pois é deste local que se obtém a faixa de cabelos doadora . Quando há indicação cirúrgica, sempre devemos analisar a densidade e a elasticidade desta área posterior, para fazermos um bom planejamento cirúrgico.

Na maioria dos casos femininos, a quantidade de fios doadores é insuficiente para cobrir toda a área rarefeita. Por isso é muito importante se estabelecer uma área prioritária para a colocação das unidades foliculares, de acordo com o estilo de penteado de cada paciente. Assim sendo, se consegue um efeito cosmético de camuflagem das outras áreas, quando os fios se sobrepõem.

Devemos salientar que mesmo a paciente optando pela cirurgia, ela deve sempre seguir um tratamento clínico pós cirúrgico orientado por nossa equipe. Isto fará com que o resultado cosmético obtido após a cirurgia se prolongue por mais tempo. Caso não haja um acompanhamento clínico, a tendência é da paciente voltar a apresentar uma rarefação capilar com o passar dos anos, pois os fios não transplantados tendem a sofrer o processo da calvície.

No pós operatório pode haver uma pequena queda de cabelos não transplantados. Isto se deve ao fato da paciente ter sido submetida a uma cirurgia, de terem sido feitas milhares de incisões entre os fios de cabelos, de haver micro traumas na circulação sangüínea e do próprio processo de cicatrização. Não há lesão das raízes pré-existentes. Estes cabelos voltam a nascer junto com os fios transplantados. Por isso as pacientes femininas necessitam de um apoio psicológico, com suporte médico, para realizarem este tipo de procedimento. Há necessidade de um acompanhamento pós operatório, para assegurar estas pacientes da evolução natural deste tipo de cirurgia.

Serviço:
Dr. Fernando Basto - Cirurgião Plástico
Rua Alberto Paiva, 349 - Graças, Recife - PE
Fone: (81) 3427.9000 / 3427.4888

ATENÇÃO
Procure seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis neste Blog, possuem apenas caráter educativo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

ARTE

ORIGAMI

Origami é a arte japonesa de dobrar o papel. A origem da palavra advém do japonês ori (dobrar) kami (papel), que ao juntar as duas palavras a pronúncia fica "origami". Geralmente parte-se de um pedaço de papel quadrado, cujas faces podem ser de cores diferentes, prosseguindo-se sem cortar o papel.

ORIGAMI NO BRASIL
Acredita-se que no Brasil, a arte do Origami foi introduzida de duas maneiras: uma através de nosso país vizinho, a Argentina que possui muita influência da cultura espanhola e outra, através dos imigrantes japoneses que aqui vieram, a partir de 1908. Na Argentina, uma das heranças culturais trazidas pelos espanhóis foi a tradição de dobrar papel, que na época foi influenciada pelos artigos escritos pelo filósofo espanhol Miguel Unamuno, que era reitor da Universidade de Salamanca. Mais tarde dois europeus emigraram para a Argentina: Dr. Vicente Solórzano Sagredo e Giordano Lareo que publicaram livros no final da década de 30 sobre o assunto. Estes conhecimentos acabaram se espalhando por alguns países da América do Sul.

Por outro lado, quando os japoneses emigraram para o Brasil, trouxeram com eles vários costumes japoneses que aqui procuraram preservar, entre eles, o Origami. Um destes imigrantes, chamado Takao Kamikawa, chegou com a família no ano 9 da era Showa para trabalhar nas fazendas de café.

Dizem que ele costumava aos domingos reunir as crianças na Fazenda Barracão na cidade de Bauru e com pedaços de jornais que ele ajuntava e cortava em quadrados, entretia a criançada com figuras como "damashibune, hakama, tsuru, etc". Trouxe consigo do Japão, um livro chamado "Konreikagami" de Matsuaki Futaba, da editora Dainipon Reisetsu Gakuin Shupan-bu sobre todo o cerimonial religioso do casamento, onde aparece o modo de dobrar algumas figuras como noshi e outros ornamentos feitos de papel ultilizados na cerimônia. Ele costumava fazer todos estes enfeites e em festas decorava o salão com vários tsurus.

Serviço:
Júlio César - Artesão
Contato: (81) 9183.6078 / 8618.2418

FAMÍLIA

PSICOLOGIA DA FAMÍLIA

Quando se remete á Psicologia da Família não necessariamente estamos falando de uma família inteira em um consultório, em sessão de psicoterapia. Certamente um único membro que esteja envolvido no processo será agente transformador deste núcleo (claro que com isso não tiramos as indicações psicoterápicas de outros membros).

Considerar os aspectos evolutivos e culturais da família é condição sine qua nom para seu acolhimento e bom andamento do processo psicoterapêutico. Neste sentido, há de se perceber que a criança não era distinguida dos adultos na Idade Média. Muitas vezes, vivia afastada da casa dos pais, alimentadas por amas de leite; havia o provilégio do primogênito; a educação se dava pela aprendizagem de um ofício; a família era valorizada pelo aspecto social.

Na Idade Moderna, a criança começa a conviver com os pais; a educação é dada pela escola; os filhos passam a ser tratados com igualdade. É, contudo, na contemporaneidade, que os casamentos são realizados com base na idealização do amor (o amor romântico da modernidade); há uma liberação sexual; mudanças nos papéis de gênero e sexo; participação da mulher no mercado; influência robusta dos meios de comunicação e tecnologia; instabilidade, individualismo, competição; incremento de novas organizações familiares.

Em face às novas configurações familiares: família nuclear, adotiva, extensa, monoparental, recasada e abragente, que se dá a atuação da Psicologia da família, ou qualquer intervenção psicoterapêutica. Assim, entre os desafios enfrentados pelos profissionais que atuam em clínica, na atualidade, está a compreensão da psicodinâmica daqueles que o procuram, e o real entendimento de suas queixa e demanda. Articulando sua compreensão da singularidade de cada sujeito, bem como da historicidade e dinâmica familiar desse.

Os profissionais de saúde, psicólogos em especial, podem perceber a família enquanto um jogo de quebra-cabeça, o qual em cada sessão, a cada encontro, questões sistêmicos e idiossincráticas (próprias de cada um) aparecem e desenlaçam os entraves da família. É preciso salientar que o atendimento à família não se propões à "cura", ou melhor, à solução de todas as questões que adentram problemas.

Serviço:
Suenne Valadares - Psicóloga
Contato: (81) 9299.4054

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

CONCURSO FANTASTIC HAIR

Confira a lista dos classificados para a próxima fase do concurso

1. LUIZ FÉLIX LAPA FILHO

2. MARIA JOSÉ G. CAVALCANTE

4. PATRÍCIA DE SOUZA SANTANA

5. FERNANDA DE OLIVEIRA LIMA

6. CLAUDIA ARAÚJO ROCHA

7. LUCIMAR CRUZ DE MELO

8. CARLA ELIZABETH SOUZA VASCO

9. ANA PAULA SAMPAIO

10. DANIELE MARIA DA SILVA

11. IVONE MARIA DO NASCIMENTO

12. JOSIAS GOUVEIA

13. DULCINÉIA DE PAIVA

14. LUCYCLEIDE PRATES BARBOSA

15. JOÃO BOSCO DE OLIVEIRA

16. FRANCISCO MARDEM DE OLIVEIRA

17. ELAINY ELLY F. SANTOS

8. ROZINETE GOMES DA SILVA

19. GIVANILDO PAIVA CANDIDO

20. JOSUÉ GOUVEIA DE LIMA

21. LUCIMARY DA SILVA

22. MARCOS L. DA SILVA

Parabéns a todos os selecionados! a produção do concurso entrará em contato com todos e agendará as datas para a próxima fase. Agora é só aguardar e torcer para conquistar o tíulo de melhor cabeleireiro de Pernambuco.


Informações: (81) 2125.5149
bemviver@tvclubepe.com.br

ECOSSISTEMA

INSTITUTO OCEANÁRIO
Organização civil do terceiro setor, com sede na Ilha de Itamaracá-PE, fundado em 1997, formado por uma equipe multidisciplinar (Biólogos, Geólogos, Engenheiros de Pesca, Mergulhadores Profissionais, Professores Universitários, Oficiais da Marinha do Brasil, entre outras categorias profissionais), que tem por finalidade promover e ministrar atividades de educação, pesquisa, capacitação, consultoria e gerenciamento de assuntos relacionados com os ecossistemas costeiros, o meio ambiente e atividades marítimas, inclusive subaquáticas, compatibilizadas com o desenvolvimento sustentável, bem como para a construção de uma mentalidade marítima em nosso país.

Tem como atribuições:

Acompanhar e registrar os incidentes com tubarões, consolidando dados estatísticos; definir estratégias e ações que visem minimizar os riscos de ataques nas praias afetadas; acompanhar as ações, desencadeadas pelos diversos órgãos, relacionadas aos incidentes com tubarões; atuar como centro de referência, orientando as informações e discussões; avaliar impactos de toda ordem, sejam econômicos, sociais ou ambientais, decorrentes dos incidentes e ações empreendidas. No programa Bem Viver Gardênia recebeu a engenheira de pesca Ana Paula Leite (foto acima) e o geólogo marinho Luiz Lira (foto acima), ambos membros do Istituto Oceanário.

ATAQUES DE TUBARÃO NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE

Fatores como prováveis responsáveis pelo aumento no número de ataques:

· Elevação do número de surfistas e banhistas na região, ao longo
dos anos;
· A pesca de arrasto de camarão, com descarte de peixes, próximo
às praias da área afetada;

· A topografia submarina da região, caracterizada por um canal
profundo adjacente à praia;

· Mudanças climáticas em anos recentes (particularmente em
1994, quando 10 ataques ocorreram)

· A construção do Porto de Suape, ao sul de Recife, resultando em
um grave impacto ambiental e um acentuado aumento no
tráfego marítimo.

Áreas portuárias são tradicionalmente consideradas zonas perigosas em função da maior abundância de tubarões, provavelmente atraídos pelo lixo que os navios comumente despejam no mar, apesar dessa prática ser proibida. Além disso, os navios costumam trafegar em áreas distantes da costa, próximas ao talude continental, onde habitam espécies e indivíduos de maior porte, os quais podem ser atraídos pelas grandes embarcações para áreas mais rasas, quando as mesmas entram em áreas portuárias, como no caso do Porto de Suape.

Além do tráfego marítimo, um outro fator de grande importância parece ter sido o impacto ecológico causado pela construção do Porto, incluindo a destruição de vastas áreas de manguezal e aterros, além do desvio do curso de dois rios: o Ipojuca e o Merepe. Como esta área era
relativamente virgem, era provavelmente freqüentada por fêmeas do tubarão cabeçachata
como área de parto, já que é comum o hábito nesta espécie de parir os seus filhotes em regiões estuarinas. A partir da degradação ambiental verificada, é provável que um número maior de
fêmeas desta espécie tenha passado a se deslocar para o estuário mais próximo, o do Rio Jaboatão, localizado ao norte, o qual desemboca exatamente nas praias da Região Metropolitana do Recife, onde ocorreram todos os ataques, exceto três (Pontas de Pedra, Pau Amarelo
e Del Chifre), ou seja, Paiva, Candeias, Piedade, Boa Viagem e Pina.

Neste contexto, outro fator relevante são as correntes marinhas, as quais, conforme os dados obtidos pelo projeto de pesquisa em curso, possuem direção predominantemente sul norte (Suape Þ Recife), a maior parte do ano, mas particularmente no período de julho a setembro. A captura de fêmeas prenhes da espécie cabeçachata, prontas para dar à luz os seus filhotes, além da captura de juvenis, no Estuário do Rio Jaboatão, parece confirmar esta hipótese.

A aparente tendência dos ataques de se concentrarem nas fases de lua nova e cheia, quando ocorreram a maior parte dos incidentes, está provavelmente associada ao fato de que nestas fases lunares a amplitude das marés é máxima, favorecendo, portanto, não apenas condições mais propícias para a prática do surfe, como também uma maior aproximação de tubarões de maior porte. Além disto, as ondas maiores ocorrem, comumente, nos períodos de maré alta, o que no caso das marés de sizígia (luas nova e cheia) acontece em torno de 4:00h e 16:00h, ou seja, ao nascer do sol e ao cair da tarde, períodos em que a maioria dos tubarões de maior agressividade se encontram também mais ativos, em contraposição ao que ocorre nas luas de quarto crescente e minguante, quando a maré alta se dá por volta das 10:00h
e 22:00h.

A menor incidência de ataques no período de janeiro a março, possivelmente decorra do fato de este ser o período de menor intensidade pluviométrica e ventos mais fracos, predominantemente de nordeste, desfavorecendo assim a formação de ondas propícias à prática do surfe, além de aumentar significativamente a transparência da água. A partir de Julho, os ventos de Sul e Sudeste tornamse bem mais freqüentes, intensificando as correntes no sentido Suape Þ Recife, como citado acima, além de tornar as águas bem mais turvas, aspecto que contribui significativamente para a ocorrência de ataques. Isto explicaria a maior incidência de ataques ocorrendo entre julho e setembro.

Além disto, as fêmeas da espécie cabeçachata costumam se aproximar com mais freqüência dos estuários para parir os filhotes, ao fim do período chuvoso, o qual, no Estado de Pernambuco, costuma ocorrer entre março e julho. A configuração topográfica submarina do trecho Pina Candeias pode ser considerada ainda como mais um fator agravante no problema dos ataques. A presença de um banco de areia e algas calcárias mais raso, com profundidades entre 1 e 3 m, a cerca de 1,000 m da costa, estendendo-se desde o Pina até os arrecifes de Candeias, precedido por um canal mais profundo, com profundidades entre 5 e 8 m, adjacente à praia, confere a este trecho do litoral uma condição altamente propícia à ocorrência de ataques. Zonas de canal em áreas de mar aberto são normalmente consideradas como de alta periculosidade, onde banhistas
e surfistas devem ter sempre grande cautela.

Além disto, as ondas se formam exatamente na borda do canal, em função da redução na
profundidade, sendo este exatamente o local onde os surfistas permanecem a maior parte do tempo esperando a formação das melhores ondas. A hipótese de que os ataques tenham sido provocados por indivíduos isolados parece encontrar respaldo nos baixos índices de abundância observados. Definitivamente a costa do Estado de Pernambuco não se encontra infestada por tubarões, como muitos imaginam, não sendo pertinente, conseqüentemente, se atribuir a
elevação dramática do número de ataques a uma superabundância de tubarões.

Na verdade, para que ocorram entre 3 e 4 ataques por ano, média observada no litoral do Recife até 2004, é bastante que 3 a 4 tubarões agressivos se aproximem da praia e aí permaneçam durante alguns dias, sendo tal permanência, nesse caso, facilitada inclusive pela presença do canal profundo adjacente à praia, conforme já mencionado. As capturas do tubarão tigre, Galeocerdo cuvier, e do cabeçachata, Carcharhinus leucas, na área onde os ataques têm se verificado, confirmam as mesmas como principais suspeitas nos casos de ataques (dos 8 casos nos quais a espécie foi identificada, 7 eram cabeçachata e 1 era tigre), não se podendo, contudo, a priori, se descartar a possibilidade de envolvimento de outras espécies, como o galhapreta, Carcharhinus limbatus, principal espécie responsável pelos ataques na Flórida e também presente no litoral recifense.

Infelizmente, os danos causados pelos ataques de tubarão na costa pernambucana possuem um alcance que vai muito além das vítimas e de suas famílias. Como possuem um forte impacto de mídia, os ataques têm alcançado uma ampla divulgação local, nacional e até mesmo internacional, repercutindo negativamente na imagem do Estado, com óbvios prejuízos para a atividade turística, incluindo todos os seus segmentos, desde as agências de viagem até a indústria
hoteleira, passando pelas operadoras de esportes náuticos e atividades de mergulho.

Fonte: CEMIT