quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

CONCURSO FANTASTIC HAIR

Confira a lista dos classificados para a próxima fase do concurso

1. LUIZ FÉLIX LAPA FILHO

2. MARIA JOSÉ G. CAVALCANTE

4. PATRÍCIA DE SOUZA SANTANA

5. FERNANDA DE OLIVEIRA LIMA

6. CLAUDIA ARAÚJO ROCHA

7. LUCIMAR CRUZ DE MELO

8. CARLA ELIZABETH SOUZA VASCO

9. ANA PAULA SAMPAIO

10. DANIELE MARIA DA SILVA

11. IVONE MARIA DO NASCIMENTO

12. JOSIAS GOUVEIA

13. DULCINÉIA DE PAIVA

14. LUCYCLEIDE PRATES BARBOSA

15. JOÃO BOSCO DE OLIVEIRA

16. FRANCISCO MARDEM DE OLIVEIRA

17. ELAINY ELLY F. SANTOS

8. ROZINETE GOMES DA SILVA

19. GIVANILDO PAIVA CANDIDO

20. JOSUÉ GOUVEIA DE LIMA

21. LUCIMARY DA SILVA

22. MARCOS L. DA SILVA

Parabéns a todos os selecionados! a produção do concurso entrará em contato com todos e agendará as datas para a próxima fase. Agora é só aguardar e torcer para conquistar o tíulo de melhor cabeleireiro de Pernambuco.


Informações: (81) 2125.5149
bemviver@tvclubepe.com.br

ECOSSISTEMA

INSTITUTO OCEANÁRIO
Organização civil do terceiro setor, com sede na Ilha de Itamaracá-PE, fundado em 1997, formado por uma equipe multidisciplinar (Biólogos, Geólogos, Engenheiros de Pesca, Mergulhadores Profissionais, Professores Universitários, Oficiais da Marinha do Brasil, entre outras categorias profissionais), que tem por finalidade promover e ministrar atividades de educação, pesquisa, capacitação, consultoria e gerenciamento de assuntos relacionados com os ecossistemas costeiros, o meio ambiente e atividades marítimas, inclusive subaquáticas, compatibilizadas com o desenvolvimento sustentável, bem como para a construção de uma mentalidade marítima em nosso país.

Tem como atribuições:

Acompanhar e registrar os incidentes com tubarões, consolidando dados estatísticos; definir estratégias e ações que visem minimizar os riscos de ataques nas praias afetadas; acompanhar as ações, desencadeadas pelos diversos órgãos, relacionadas aos incidentes com tubarões; atuar como centro de referência, orientando as informações e discussões; avaliar impactos de toda ordem, sejam econômicos, sociais ou ambientais, decorrentes dos incidentes e ações empreendidas. No programa Bem Viver Gardênia recebeu a engenheira de pesca Ana Paula Leite (foto acima) e o geólogo marinho Luiz Lira (foto acima), ambos membros do Istituto Oceanário.

ATAQUES DE TUBARÃO NA REGIÃO METROPOLITANA DO RECIFE

Fatores como prováveis responsáveis pelo aumento no número de ataques:

· Elevação do número de surfistas e banhistas na região, ao longo
dos anos;
· A pesca de arrasto de camarão, com descarte de peixes, próximo
às praias da área afetada;

· A topografia submarina da região, caracterizada por um canal
profundo adjacente à praia;

· Mudanças climáticas em anos recentes (particularmente em
1994, quando 10 ataques ocorreram)

· A construção do Porto de Suape, ao sul de Recife, resultando em
um grave impacto ambiental e um acentuado aumento no
tráfego marítimo.

Áreas portuárias são tradicionalmente consideradas zonas perigosas em função da maior abundância de tubarões, provavelmente atraídos pelo lixo que os navios comumente despejam no mar, apesar dessa prática ser proibida. Além disso, os navios costumam trafegar em áreas distantes da costa, próximas ao talude continental, onde habitam espécies e indivíduos de maior porte, os quais podem ser atraídos pelas grandes embarcações para áreas mais rasas, quando as mesmas entram em áreas portuárias, como no caso do Porto de Suape.

Além do tráfego marítimo, um outro fator de grande importância parece ter sido o impacto ecológico causado pela construção do Porto, incluindo a destruição de vastas áreas de manguezal e aterros, além do desvio do curso de dois rios: o Ipojuca e o Merepe. Como esta área era
relativamente virgem, era provavelmente freqüentada por fêmeas do tubarão cabeçachata
como área de parto, já que é comum o hábito nesta espécie de parir os seus filhotes em regiões estuarinas. A partir da degradação ambiental verificada, é provável que um número maior de
fêmeas desta espécie tenha passado a se deslocar para o estuário mais próximo, o do Rio Jaboatão, localizado ao norte, o qual desemboca exatamente nas praias da Região Metropolitana do Recife, onde ocorreram todos os ataques, exceto três (Pontas de Pedra, Pau Amarelo
e Del Chifre), ou seja, Paiva, Candeias, Piedade, Boa Viagem e Pina.

Neste contexto, outro fator relevante são as correntes marinhas, as quais, conforme os dados obtidos pelo projeto de pesquisa em curso, possuem direção predominantemente sul norte (Suape Þ Recife), a maior parte do ano, mas particularmente no período de julho a setembro. A captura de fêmeas prenhes da espécie cabeçachata, prontas para dar à luz os seus filhotes, além da captura de juvenis, no Estuário do Rio Jaboatão, parece confirmar esta hipótese.

A aparente tendência dos ataques de se concentrarem nas fases de lua nova e cheia, quando ocorreram a maior parte dos incidentes, está provavelmente associada ao fato de que nestas fases lunares a amplitude das marés é máxima, favorecendo, portanto, não apenas condições mais propícias para a prática do surfe, como também uma maior aproximação de tubarões de maior porte. Além disto, as ondas maiores ocorrem, comumente, nos períodos de maré alta, o que no caso das marés de sizígia (luas nova e cheia) acontece em torno de 4:00h e 16:00h, ou seja, ao nascer do sol e ao cair da tarde, períodos em que a maioria dos tubarões de maior agressividade se encontram também mais ativos, em contraposição ao que ocorre nas luas de quarto crescente e minguante, quando a maré alta se dá por volta das 10:00h
e 22:00h.

A menor incidência de ataques no período de janeiro a março, possivelmente decorra do fato de este ser o período de menor intensidade pluviométrica e ventos mais fracos, predominantemente de nordeste, desfavorecendo assim a formação de ondas propícias à prática do surfe, além de aumentar significativamente a transparência da água. A partir de Julho, os ventos de Sul e Sudeste tornamse bem mais freqüentes, intensificando as correntes no sentido Suape Þ Recife, como citado acima, além de tornar as águas bem mais turvas, aspecto que contribui significativamente para a ocorrência de ataques. Isto explicaria a maior incidência de ataques ocorrendo entre julho e setembro.

Além disto, as fêmeas da espécie cabeçachata costumam se aproximar com mais freqüência dos estuários para parir os filhotes, ao fim do período chuvoso, o qual, no Estado de Pernambuco, costuma ocorrer entre março e julho. A configuração topográfica submarina do trecho Pina Candeias pode ser considerada ainda como mais um fator agravante no problema dos ataques. A presença de um banco de areia e algas calcárias mais raso, com profundidades entre 1 e 3 m, a cerca de 1,000 m da costa, estendendo-se desde o Pina até os arrecifes de Candeias, precedido por um canal mais profundo, com profundidades entre 5 e 8 m, adjacente à praia, confere a este trecho do litoral uma condição altamente propícia à ocorrência de ataques. Zonas de canal em áreas de mar aberto são normalmente consideradas como de alta periculosidade, onde banhistas
e surfistas devem ter sempre grande cautela.

Além disto, as ondas se formam exatamente na borda do canal, em função da redução na
profundidade, sendo este exatamente o local onde os surfistas permanecem a maior parte do tempo esperando a formação das melhores ondas. A hipótese de que os ataques tenham sido provocados por indivíduos isolados parece encontrar respaldo nos baixos índices de abundância observados. Definitivamente a costa do Estado de Pernambuco não se encontra infestada por tubarões, como muitos imaginam, não sendo pertinente, conseqüentemente, se atribuir a
elevação dramática do número de ataques a uma superabundância de tubarões.

Na verdade, para que ocorram entre 3 e 4 ataques por ano, média observada no litoral do Recife até 2004, é bastante que 3 a 4 tubarões agressivos se aproximem da praia e aí permaneçam durante alguns dias, sendo tal permanência, nesse caso, facilitada inclusive pela presença do canal profundo adjacente à praia, conforme já mencionado. As capturas do tubarão tigre, Galeocerdo cuvier, e do cabeçachata, Carcharhinus leucas, na área onde os ataques têm se verificado, confirmam as mesmas como principais suspeitas nos casos de ataques (dos 8 casos nos quais a espécie foi identificada, 7 eram cabeçachata e 1 era tigre), não se podendo, contudo, a priori, se descartar a possibilidade de envolvimento de outras espécies, como o galhapreta, Carcharhinus limbatus, principal espécie responsável pelos ataques na Flórida e também presente no litoral recifense.

Infelizmente, os danos causados pelos ataques de tubarão na costa pernambucana possuem um alcance que vai muito além das vítimas e de suas famílias. Como possuem um forte impacto de mídia, os ataques têm alcançado uma ampla divulgação local, nacional e até mesmo internacional, repercutindo negativamente na imagem do Estado, com óbvios prejuízos para a atividade turística, incluindo todos os seus segmentos, desde as agências de viagem até a indústria
hoteleira, passando pelas operadoras de esportes náuticos e atividades de mergulho.

Fonte: CEMIT