domingo, 15 de junho de 2008

SEXO E SAÚDE

HPV

Os papilomavírus humanos (HPV) são vírus da família Papillomaviridae, capazes de induzir lesões de pele ou mucosa, as quais mostram um crescimento limitado e freqüentemente regridem espontaneamente.

Há mais de cem tipos de HPV já isolados. Alguns estão relacionados às verrugas comuns da pele, outros às verrugas das regiões oral, anal e genital. Dentre os genitais existem dois grandes grupos chamados de alto risco (oncogênicos) e de baixo risco (não oncogênicos). O primeiro grupo está relacionado ao aparecimento de cânceres (neoplasias malignas) e o segundo não.

A transmissão do vírus pode ocorrer através do contato sexual, não sexual (familiar ou hospitalar por fômitos - objetos contaminados) e materno fetal (gestacional,intra e periparto).Entre estes, o contato sexual representa a maioria dos casos. No contato não sexual, é provável que o HPV, assim como as verrugas cutâneas, possa ser transmitido por fômitos (toalhas, roupas íntimas etc) e também pelo instrumental ginecológico, embora ainda não se saiba por quanto tempo o vírus resista fora do organismo, considera-se que este tipo de transmissão seja viável apenas por um curto período de tempo.

O período de incubação que compreende o período da transmissão à doença (forma clínica e ou subclínica), está entre 3 semanas a 8 meses, com uma média de 3 meses, porém se fazem necessárias condições propícias para seu desenvolvimento. Estas condições, na maioria das vezes, estão relacionadas com a competência imunológica de cada indivíduo e a carga viral (quantidade do vírus) no local da infecção.

O método mais simples de detecção do HPV é a observação das verrugas genitais a olho nu. Entretanto, estima-se que apenas 1% dos pacientes com infecções pelo HPV apresentam condilomas típicos (verrugas visíveis) e que a grande maioria dos casos são subclínicos, portanto, assintomático, o que muitas vezes dificulta um diagnóstico .O diagnóstico das infecções subclínicas baseia-se principalmente no exame de Papanicolaou ou citopatológico e na Genistoscopia, que se utilizam de reagentes e lentes de aumento. Outros métodos, como biópsia dirigida e captura híbrida, são utilizados na identificação da infecção, sendo a captura híbrida realizada principalmente nos casos de infecções recorrentes e persistentes para identificação do DNA HPV, proporcionando um melhor direcionamento na conduta a ser adotada com este paciente, tratamento ou apenas controle.

O uso da camisinha diminui a possibilidade de transmissão na relação sexual (apesar de não evitar totalmente) e por isso é recomendado o seu uso em qualquer tipo de relação sexual, mesmo naquela entre casais estáveis.

Os tratamentos existentes têm o objetivo de reduzir, remover ou destruir as lesões proporcionadas pelo HPV. São eles: químicos, cirúrgicos e estimuladores da imunidade.

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