sexta-feira, 14 de março de 2008

SAÚDE

Beleza Facial

Cuidar da sua pele é antes de tudo cuidar de sua saúde. Afinal, a pele é o maior órgão do corpo humano e, com certeza, um dos mais afetados diariamente por tudo o que acontece conosco. Os cuidados com sua beleza facial não são nem complicados nem demorados – alguns minutos diários, com produtos adequados, podem conservar e proteger sua pele em qualquer idade.
Os cuidados com o rosto devem incluir a limpeza diária, proteção solar e hidratação.

Transformar esses cuidados em hábito é mais importante do que comprar cremes caríssimos ou de última geração. Produtos de boa qualidade, desde que apropriados para sua pele e utilizados corretamente, podem suprir as necessidades da maioria da pessoas.
A limpeza deve ser feita pelo menos duas vezes ao dia, de manhã e à noite. Utilize sabonetes, emulsões ou leites de limpeza apropriados para seu tipo de pele. Com a pele bem limpinha, é preciso proteger e hidratar. Pela manhã,o ideal é combinar num só produto a proteção solar e uma hidratação leve. Nos casos de pele muito seca ou situações especiais, deve-se então aplicar dois produtos diferentes, um para cada função.

À noite, a hidratação pode ser feita com cosméticos específicos para a idade e para necessidades especiais. Contando com a melhor receptividade do organismo aos princípios ativos contidos em suas formulas,os produtos noturnos podem ser escolhidos de acordo com a necessidade de sua pele. Fórmulas anti-rugas ou de hidratação profunda, tratamento anti-acne, controle de oleosidade e clareamento de manchas são alguns dos problemas para os quais é possível encontrar bons cremes e loções.

Além desses cuidados diários, uma etapa interessante para a maioria das mulheres é a tonificação, que pode ajudar a retirar resíduos de sabonete e poluição e restaurar as condições ideais da pele. Ela deve ser feita após a limpeza e antes da hidratação. Esfoliações periódicas, com produtos adequados e sem exageros, auxiliam na renovação da pele, eliminando células mortas e revelando uma pele mais viçosa.

Lembre-se sempre de que a pele é um órgão do seu corpo. Alimentar-se com equilíbrio, tomar água regularmente , praticar exercícios moderados, dormir horas suficientes de sono e manter-se com uma atitude positiva e tranqüila só podem beneficiar sua pele.
E qualquer dúvida ou preocupação em relação a beleza de sua pele, consulte um dermatologista. Ele é o profissional indicado para orientar, tratar e ajudar você a manter sua pele sempre bonita e saudável.

terça-feira, 11 de março de 2008

ANIVERSÁRIO DE RECIFE E OLINDA

Parabéns!!!

Doze de março. Esta é a data oficial dos aniversários das duas cidades mais importantes da história de Pernambuco. Recife comemora 471 anos em 2008, enquanto Olinda apaga velinhas para 473 anos.

Muita gente, porém, acha estranho como duas cidades independentes façam aniversário na mesma data, com exatos dois anos de diferença. Como é possível?

Segundo o historiador Leonardo Dantas Silva, a data de 12 de março é uma convenção, baseada no mais antigo documento histórico que menciona a existência de Recife e Olinda. A Carta Foral foi um documento escrito por Duarte Coelho, donatário da Capitania de Pernambuco, em 1537.

O documento foi datado de 12 de março de 1537, e enviado ao rei de Portugal, Dom João III. No texto, Duarte Coelho descreve com precisão e encantamento as duas cidades. Apenas em 1966, quando foi formada uma comissão para decidir quando deveria ser comemorado o aniversário do Recife, decidiu-se estipular a data da Carta Foral como marco zero do nascimento da cidade.

Como os historiadores são unânimes em considerar que Olinda nasceu antes, decidiu-se, por consenso, atribuir a Olinda a mesma data de aniversário, com dois anos de antecedência. A verdade é que as duas cidades já existiam antes dos respectivos aniversários.

"No Recife, inclusive, já se falava da existência do Porto naquele ano. Um porto jamais teria sido construído sem que houvesse uma população grande e estável na cidade”, raciocina Dantas Silva. De qualquer forma, as duas cidades – arquitetonicamente próximas, e de belezas naturais que garantem para ambas postos de destaque no mapa turístico do Brasil – estão de parabéns.

segunda-feira, 3 de março de 2008

FERTILIZAÇÃO IN VITRO FIV

A fertilização in vitro, também chamada de FIV ou de "bebê de proveta" foi uma das grandes conquistas no tratamento da infertilidade.

É reservada para casais que já tentaram outras formas de tratamento ou para aqueles que tem impossibilidade de obterem uma gravidez por métodos naturais ou assistidos.
Vários óvulos são removidos do ovário após uma indução da ovulação com medicamentos. A remoção destes óvulos é feita através da vagina orientada por ultra-som endovaginal.

Estes óvulos são fecundados com os espermatozóides do marido. (Ou de um doador caso o marido não tenha nenhuma possibilidade de produzir espermatozóides).

Uma variação importante desta técnica é a ICSI quando apenas um espermatozóide é injetado no óvulo através de micromanipulação. Após o acompanhamento microscópico destes embriões é realizada a transferência de não mais de três para o útero.

Hoje, praticamente, só se faz a ICSI já que seus resultados são melhores. Uma das indicações desta técnica é também a possibilidade de uma mulher sem óvulos receber os óvulos fecundados de uma doadora e abrigar os embriões em seu próprio útero. Através desta técnica também é possível a realização do PGD - Diagnóstico Genético Pré - Implantacional.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Varizes

Inverno é a melhor estação para tratar varizes

O inverno já começa a dá sinais e com ele a melhor época do ano para se livrar das varizes e dos "vasinhos" indesejáveis. Detestada pela ala feminina, aquelas veias avermelhadas ou azuladas são a maldição das mulheres e as infernizam durante todo o verão. Alguns dos tratamentos necessitam de pontos ou deixam hematomas nas pernas, o que torna a exposição ao sol desaconselhável. Assim, com o inverno, aumenta a procura às clínicas especializadas. Porém é preciso de alguns cuidados. Antes de começar qualquer terapia, ainda que para fins estéticos, é necessário fazer uma avaliação clínica das veias das pernas. Mesmo quando só são visíveis os vasinhos, é possível que haja microvarizes e varizes que também precisam ser tratadas.

Ainda pouco difundida no Brasil, a terapia com laser é bastante eficaz e reduz a necessidade de cirurgia em alguns casos. O aparelho dispara jatos de ar congelado sobre o tecido e, com a pele resfriada, a paciente sente menos dor, o que permite ao médico utilizar raios laser de potência maior, que secam as veias doentes.

Aqui em Pernambuco, a angiologista e Presidente da Sociedade Brasileira de Flebologia e Linfologia, Solange Gomes, precursora no uso da terapia, utiliza o laser de última geração Harmony. O equipamento possui uma ponteira que dispensa o uso de gel e já vem acoplada a um disparador de ar congelado, que faz o papel de anestésico. "As varizes são facilmente tratadas, com menos sessões, reduzindo o tempo da terapia e seu custo", diz Solange. A médica afirma ainda que o tratamento com o laser garante maior eficácia da terapêutica com possibilidades de cura.

O Harmony usa uma janela ótica que permite atingir apenas as veias deixando a pele intacta, o tratamento é indolor e não têm consumíveis. "Hoje a tecnologia permite danificar a veia sem queimar pele. Há total segurança", garante Solange. A atual tendência é a combinação de técnicas convencionais ao uso do laser para casos de varizes mais resistentes. Mas o importante é a prevenção e a volta ao especialista a cada um ou dois anos.

Nos casos de cirurgia para as varizes, de médio e grosso calibre e safenas, também se faz o uso do laser endovenoso. Um cateter fino é introduzido no vaso sangüíneo, onde há um fio de fibra ótica que cauteriza o vaso. O procedimento provoca menos hematomas do que a retirada cirúrgica, além de uma recuperação mais rápida do que a tradicional.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Salada Maracaipe

Receita :

Ingredientes

v 4 folhas de alface crespa
v 8 folhas de rúcula
v 40 g de tomate seco
v 4 bolinhas de mussarela de búfala
v 100 g de bacon
v Queijo parmesão ralado e grosso a gosto

Para o molho:

v 4 colheres azeite de oliva extra virgem
v 1 colher (chá) vinagre vinho branco
v 1 colher (chá) suco de limão
v ½ colher (chá) de mostarda
v ½ colher (café) de açúcar
v 1 colher (café) páprica doce
v Sal a gosto

Preparo / Molho

Junte todos os ingredientes até que o molho fique homogêneo.

Preparo

Lave as folhas em água corrente, corte delicadamente com as mãos e coloque-as na saladeira; borrife azeite nas folhas; frite o bacon até que fique crocante e deixe esfriar um pouco; acrescente ao redor das folhas decorando o prato (não coloque o bacon em cima das folhas para não queima-las); espalhe o tomate seco e as bolas de mussarela de búfala e decore com o parmesão ralado a gosto. O molho é servido como acompanhamento.

Serviço:

Rua João Guilherme Pontes Sobrinho, 245, Boa Viagem, fone: 3328-3999.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Terceira Idade

Como envelhecer com saúde e disposição

Dra. Jocelem Mastrodi Salgado
Profa. titular de Nutrição – LAN/ESALQ/USP

Nos últimos 50 anos, o número de pessoas com idade acima de 65 anos, especialmente nos países desenvolvidos, tem aumentado consideravelmente. Nos Estados Unidos, em cada 10 cidadãos 1 tem idade acima de 65 anos e projeta-se que no final deste século, 14% da população dos Estados Unidos estará com idade acima de 65 anos. O Brasil, à semelhança dos demais países latino-americanos, está passando também por um processo de envelhecimento populacional rápido e intenso. Em 1980, o país ocupava o 10o lugar, com base em sua população acima de 60 anos; no ano 2025 essas pessoas passarão a representar 14% da população total brasileira, devendo o Brasil ocupar o 6o lugar na esfera mundial, com uma estimativa de 31,8 milhões de idosos. Mantendo-se a tendência demográfica atual, em números absolutos, o Brasil terá uma das maiores populações de idosos do mundo.
Desde 1968, a expectativa de vida tem aumentado em 3 a 4 anos. Na década de 50, quando a expectativa de vida do brasileiro não chegava aos 50, no ano 2025 ultrapassará os 70 anos. A mulher, ao fim de seu período fértil, que até 1970 tinha em média mais de cinco filhos, iniciará o novo século com dois filhos. Portanto, o envelhecimento da população dar-se-á a um ritmo mais acelerado do que o observado na taxa global de crescimento.
Hoje, a terceira idade representa em custo assistencial, um ônus extremamente pesado para os Sistemas Sociais de Saúde da maioria dos países, dada a maior incidência de doenças e incapacidade física e mental dos idosos. Nos países em desenvolvimento, como no Brasil, esta situação é agravada, principalmente, em conseqüência da má-nutrição dos idosos.
Assim, tendo em vista todas essas informações, o estudo e o conhecimento do processo de envelhecimento ganhou interesse considerável nos anos recentes. Agora, mais do que nunca, existe um interesse crescente em se identificar os fatores que levam a um envelhecimento sadio. Além disso, existe também um grande interesse dos estudiosos em nutrição para ligar as práticas dietéticas com a redução ou retardo das mudanças e doenças que surgem com o envelhecimento, já que a boa nutrição está associada com o aumento da qualidade e expectativa de vida das pessoas.

O processo de envelhecimento e a importância da boa alimentação
O envelhecimento é um processo normal que começa com a concepção e termina com a morte. O envelhecimento fisiológico de uma pessoa começa no final do período de crescimento e desenvolvimento. As mudanças ocorrem lentamente e são influenciadas pelos eventos da vida, enfermidades, heranças genéticas, estresse ou estado sócio-econômico, acesso à cuidados médicos e com o ambiente. Em razão dessas influências sobre as pessoas, está cada vez mais claro que o envelhecimento cronológico é bem diferente de um envelhecimento fisiológico e funcional. Portanto, pessoas da mesma idade cronológica, sobretudo após os 60 anos, podem ter seu envelhecimento funcional e fisiológico diferenciado. Essa diferenciação é acentuada com o avanço da idade, tornando as pessoas diferentes de seus contemporâneos, de mesma idade cronológica.
As mudanças degenerativas que acompanham o envelhecimento não são bem entendidas, embora um certo número de teorias tenham sido propostas para explicar, pelo menos em parte, a deterioração que é observada. Não se sabe se as mudanças são programadas de forma inevitável no genoma, ou se elas ocorrem como resultado de uma exposição durante a vida toda à influências ambientais, tais como estresse, nutrição ou radiação solar.
Entretanto, estudos mostram que dentre os fatores que podem condicionar a qualidade de vida e a longevidade do ser humano, a nutrição é um dos principais, sendo que várias mudanças decorrentes do processo de envelhecimento podem ser atenuadas com uma alimentação adequada e balanceada nos aspectos dietético e nutritivo.
Estudos tem demonstrado que as condições nutricionais da população idosa brasileira é preocupante. Os efeitos da alimentação inadequada, tanto por excesso como por déficit de nutrientes, tem grande incidência, o que reflete num quadro latente de má-nutrição em maior ou menor grau. Em termos absolutos, estima-se que no Brasil exista cerca de 1 milhão e 300 mil idosos com baixo peso, sendo que a desnutrição representa, atualmente, mais de 35% nos registros de mortes de idosos brasileiros nas regiões metropolitanas. Estima-se também que mais de 15% dos idosos consumam menos de mil Kcal/dia.
Dentre as principais causas que levam o idoso à perda de peso e à desnutrição estão as alterações fisiológicas próprias do envelhecimento, as enfermidades crônicas e fatores relacionados à situação social do idoso. Com relação às alterações fisiológicas, sabe-se que o envelhecimento leva a efetivas reduções na capacidade funcional, desde a sensibilidade para os gostos primários até os processos metabólicos do organismo. Mastigação e deglutição prejudicados, falta de dentes, entre outros fatores, levam o idoso a uma ingestão nutricional deficiente. As doenças crônicas, que muitas vezes são decorrentes de uma má alimentação na vida adulta, são também citadas como fatores que levam o idoso à desnutrição.
O uso de múltiplos medicamentos, os quais influenciam a ingestão de alimentos, a digestão, absorção e utilização dos diversos nutrientes, pode comprometer o estado de saúde e o requerimento nutricional do idoso. Fatores sociais como a perda do cônjuge, isolamento social e depressão, podem interferir amplamente. O modo de vida, geralmente solitário da maioria dos idosos, impõe-lhes muitas limitações.
A solidão predispõe o idoso à falta de ilusão e preocupação consigo, fazendo com que se alimente mal e pouco. Nesses casos, há uma tendência ao desestímulo para preparar alimentos variados e nutritivos. Verifica-se, com freqüência, elevado consumo de produtos industrializados como doces e massas, ou de fácil preparo como chás e torradas, o que afeta a adequação de nutrientes ao organismo e o coloca em risco de má-nutrição.
A capacidade de deslocamento do idoso, ou seja, de realizar sozinho as atividades cotidianas, gera má-nutrição também, pois nessas circunstâncias, a aquisição de alimentos e o preparo das refeições pode se tornar muito difícil.
As necessidades nutricionais do idoso
As necessidades nutricionais das pessoas idosas são essencialmente individuais, em razão das diferenças na progressão do processo degenerativo e da intercorrência de enfermidades. Em pessoas idosas, as exigências nutricionais dependem do estado geral de saúde, dos níveis de atividade física, das alterações na capacidade de mastigação, digestão e absorção dos nutrientes e da eficiência do metabolismo, além de alterações no sistema endócrino e no estado emocional.

Geralmente, as necessidades energéticas são consideradas mais baixas após os 55 anos para ambos os sexos. As recomendações dietéticas pedem após os 55 anos de idade, normalmente, uma redução das doses médias de energia de 600 Kcal/dia para o homem e 300 Kcal/dia para as mulheres.
O uso de carboidratos complexos e fibras na dieta (cereais como aveia, farelo de trigo, arroz integral, frutas e hortaliças) são altamente indicados por serem importantes na prevenção e controle de doenças cardiovasculares, diabetes, constipação, entre outras, comuns nesta fase da vida. O uso de açúcar (principalmente o refinado) deve ser reduzido a fim de melhorar a sensibilidade à insulina, pois existem evidências de que com o avanço da idade ocorre uma diminuição da tolerância à glicose.
Com relação à proteína, estudos recentes mostram que o requerimento protéico para a pessoa idosa saudável não diminui com a idade e deve estar entre 0,8 a 1,0g/Kg de peso corporal/dia. Mas, em casos de doença (traumas, cirurgias e infecções), a oferta de proteína deverá corresponder a até 16% do valor energético ingerido.
Quanto aos lipídios, existem evidências de que o consumo elevado de gorduras saturadas no idoso está relacionado com a maior incidência de desordens cardiovasculares e câncer. Por isso, recomenda-se que a pessoa reduza o uso de gordura saturada e colesterol, substituindo-os pela gordura insaturada. Substituir as carnes gordas (bovina, suína), embutidos em geral (lingüiça, salsicha, salame, etc), por alimentos como as carnes magras e carnes brancas (frango sem pele e peixes) e dar sempre preferência ao azeite de oliva no preparo dos alimentos.
Com relação às vitaminas e minerais, vários estudos tem demonstrado que os requerimentos de minerais e vitaminas no idoso não se encontram alterados, desde que as pessoas sejam saudáveis e possuam bons hábitos alimentares. Mas determinadas condições de saúde, como por exemplo o estilo de vida solitário do idoso, indicam suplementação vitamínica e de minerais.
A água, que é um nutriente muito importante nos idosos, muitas vezes é esquecida. A inadequada ingestão de água pelos idosos leva a uma desidratação rápida e a problemas associados com hipertensão, elevação na temperatura corporal, constipação, náuseas e vômito, secura das mucosas, diminuição da excreção da urina e confusão mental.
Texto retirado do site: http://www.nutraceutica.com.br/

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Corpo desenhado

Tatuagens caíram no gosto popular. Mas antes de fazer uma permanente, certifique-se de cuidados como habilidade do profissional e esterilização dos instrumentos


Guaíra Flor
Da equipe do Correio


Algumas são sexy. Outras têm estilo e um certo ar de rebeldia. Há também as agressivas, fortes, marcantes. Em uma ou várias partes do corpo. As tatuagens estão na moda. E fazem a cabeça de gente de todo tipo. Tem homem engravatado com unicórnio tatuado nas costas. Do tipo dois em um: sério durante o dia, descolado depois das 19h. Tem mulher quietinha, do tipo calada, com serpentes escondidas na nuca e na virilha. Um detalhe para lá de fatal. Capaz de enlouquecer muito marmanjo. Admirar tatuagens é uma coisa. Fazer, outra totalmente diferente.


Principalmente porque tatoos são para sempre. E esse papo de que dá para tirar com laser é uma meia verdade. ‘‘Sempre fica uma marca na pele, como uma sombra ou cicatriz’’, explica Ana Maria Costa, dermatologista e professora da faculdade de Medicina da Universidade de Brasilia. Além disso, se livrar de uma tatuagem custa pelo menos 20 vezes mais que fazer. Por isso, especialistas e tatuadores são enfáticos. Só faça uma quando tiver certeza de não se arrepender. Nem agora nem daqui a trinta anos, quando for um(a) velhinho(a) respeitável.


Tomada a decisão, é preciso juntar coragem para enfrentar as agulhas do tatuador e o medo de ficar doente. Para desenhar uma florzinha menor que uma moeda, são necessárias mais de cem agulhadas. E elas doem. Doem muito. Principalmente na nuca, coluna, virilha e partes internas do braço. E nem pense que o incômodo termina quando se levanta da cadeira. A cicatrização leva cerca de 15 dias. E exige cuidados (leia quadro).


Fazer uma tatuagem também envolve riscos. De saúde e morais. Se o tatuador for ruim, aquele cavalo marinho belíssimo pode ficar parecido com um esqueleto. E a boca de Mick Jagger (vocalista dos Rolling Stones) igual a uma marquinha do beijo da Xuxa. Sem falar que uma agulha ou tinta contaminada é capaz de transmitir doenças como hepatite C e Aids. Portanto, informe-se muito bem sobre as maneiras de prevenir problemas com a tatuagem. E lembre-se de que sempre existe a opção de fazer uma temporária. Só para tirar onda.


Para os menores de idade fica o lembrete: tatuagem só com a autorização dos pais. Karina Balduíno, 24 anos, já passou por isso. Aos 15 anos, ela tatuou uma orquídea nas costas. Para tanto, precisou do aval da mãe, que foi com ela escolher o desenho. Ano passado, já dona do próprio nariz, fez outra tatuagem na virilha. Dessa vez, um tubarão martelo preto. Para 2002, pretende fazer outras duas. Um símbolo japonês nas costas e um dragão no calcanhar. ‘‘Eu acho lindo e tenho certeza de que não vou me arrepender’’, constata.


Sem preconceito Com adeptos de tantas idades e gostos, a tatuagem já perdeu há muito tempo o rótulo de marginalidade. Há vinte anos, o veredicto era certo. Quem via um jovem com desenhos no corpo logo pensava: esse aí dá trabalho. ‘‘Olha, minha filha, esse seu namorado tem um dragão no braço. Aposto que usa droga’’, diziam as mães, apavoradas. ‘‘Sei não filhão, mas essa sua namoradinha tatuada não é moça para casar’’, rotulavam os machões.


O panorama, hoje, é bem diferente. Certas tatuagens deixam as pessoas intrigadas, atraídas. Especialmente aquelas mais discretas. Mas o preconceito ainda existe. Principalmente no ambiente de trabalho. ‘‘É melhor evitar polêmica’’, diz Carla Rocha, 28 anos, moradora da Asa Sul. Ela tem uma borboleta vermelha nas costas, por isso só trabalha de camisa fechada. ‘‘Não sei o que os alunos iriam pensar’’, diz a moça, que ensina português em uma escola particular do Cruzeiro. CURIOSIDADES A palavra tatuagem vem da palavra ‘‘tatu’’, que significa ‘‘desenho na pele’’, para os habitantes do Taiti. Esse povo, segundo os livros de história, foi o primeiro a tatuar o corpo permanentemente.


A tatuagem foi difundida em outros países a partir de 1779, quando o explorado inglês James Cook desembarcou no Taiti (Polinésia) Até meados do século XIV tatuagens eram utilizadas apenas por marinheiros, militares, boxeadores e criminosos. Daí o preconceito que persiste até hoje (embora de maneira mais suave) contra quem tem desenhos no corpo A música Menino do Rio, de Caetano Veloso, ajudou a difundir a moda da tatuagem entre os jovens brasileiros no início da década de 80. A música — que fala de um ‘‘dragão tatuado no braço’’ — foi inspirada no surfista José Arthur Machado (1956-1989), o Petit EVITE MARCAS ETERNAS Quem faz tatuagem pode deixar no corpo mais que um desenho artístico.


Há pessoas que, de lambuja, ganham doenças sem cura como hepatite C ou cicatrizes enormes (quelóides). Os problemas são fruto da falta de cuidado na hora de entregar a pele para alguém tatuar. Para não correr riscos, siga as dicas a seguir: ANTES DE TOMAR A DECISÃO Pense muito bem. Tatuagens deixam marcas eternas, mesmo que você opte por retirá-las depois Não escolha nenhum desenho por impulso. Evite tatuar o nome de namorados, ídolos e bandas de rock. Ninguém sabe o dia de amanhã.


Já pensou passar a vida inteira com o nome do ‘‘ex’’ que te traiu do lado esquerdo do peito? Se estiver inseguro, não faça. Faça uma tatuagem temporária primeiro para ter certeza Se você for do tipo que tem medo até de injeção, desista. Fazer tatuagem dói. E, dependendo do lugar, como cabeça, costas e parte interna do braço, dói muito Menores de 18 anos não podem fazer tatuagem sem autorização dos pais. Não é caretice, é precaução, além de, no Distrito Federal, ser obrigatório por lei (Lei nº 1.581/97) .


Os pais têm que assinar um termo de responsabilidade e acompanhar o filho no momento da tatuagem. Antes de completar os 18 anos, há também o risco de a tatuagem ficar deformada. A pele pode esticar com a idade adulta. Além disso, é preciso ter maioridade para se responsabilizar legalmente pelas conseqüências da tatuagem para saúde NA HORA DE ESCOLHER O TATUADOR Procure diversos profissionais. Veja o álbum de fotos dele e compare.


Há tatuadores que fazem tribais lindos, mas não são bons desenhando rostos Não se contente em perguntar se ele usa material esterilizado. Vá assistir ele tatuar alguém Quando estiver lá, preste atenção se ele usa: luvas e máscaras cirúrgicas, agulhas descartáveis, tintas atóxicas (de preferência de origem vegetal) e, principalmente, se joga os restos da tinta fora. Lembre-se: é proibido reaproveitar material nas tatuagens DURANTE A TATUAGEM Não se mexa de jeito nenhum Dói e sai sangue mesmo. Por isso, não se apavore Se doer demais, peça para ele ir mais devagar ou menos fundo DEPOIS Só retire o curativo após, no mínimo, duas horas Só tome banho depois de oito horas.


Mesmo assim, com água morna. Não esfregue o local Não use roupas ou sapatos apertados em cima da tatuagem na primeira semana Passe pomada cicatrizante no local nos primeiros quinze dias Evite sol, piscina, mar e água quente até a tatuagem cicatrizar completamente Não coce a tatuagem nem tire a casquinha que vai se formar em cima dela para não comprometer o resultado do desenho Se começar a sair pus da tatuagem, procure um médico Para evitar que a tatuagem desbote, passe filtro solar nela sempre que tomar sol.


Matéria retirada do site CorreioWeb.